Informação sobre hemorróida, sintomas, causas, tratamento natural e cirurgico da hemorróida, pomadas e supositórios para tratar as hemorróidas.


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Causas das hemorróidas

As principais causas do aparecimento das hemorróidas são:
  1. Obstipação, vulgarmente conhecida como prisão de ventre;
  2. Gravidez: em virtude da pressão que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abdome;
  3. Obesidade: o excesso de peso também aumenta a pressão nas veias abdominais;
  4. Vida sedentária: diminui o estímulo para a digestão dos alimentos e a irrigação sanguínea do orifício retal;
  5. Componente genético: casos de hemorróidas na família podem indicar predisposição para desenvolver a doença. O inverso também é possível, isto é, desenvolvimento de hemorróidas sem que haja precedentes familiares;
  6. Dieta pobre em fibras e pequena ingestão de líquidos;
  7. Sexo retal: pode produzir fissuras numa região muito vascularizada.

Causas de sangramento retal

O sangramento retal leve é quando se eliminam umas poucas gotas de sangue fresco (da cor vermelho brilhante) pelo reto, as cores podem aparecer na matéria fecal, no papel higiênico ou no vaso sanitário sem odor. A eliminação contínua através do reto em quantidade muito maior de sangue ou na presença de matéria fecal cuja aparência se torna da cor preta, ALQUITRANADO ou marrom, pode ser por causa de outras enfermidades que não as que aqui estamos discutindo. Chame o seu médico de imediato se você perceber essas condições de maior gravidade.
Embora existam várias causas de sangramento retal leve é muito importante que o seu médico faça uma avaliação completa e um diagnóstico precoce. O sangramento retal, leve ou não, pode ser um sintoma de câncer de cólon, um tipo de câncer que pode ser curado se houver uma detecção precoce.

Quais são as causas de um sangramento retal leve?

Diagnóstico das hemorroidas

O diagnóstico da doença hemorroidária é baseado na história clínica detalhada, combinada com exame físico do paciente e, principalmente, o proctológico cuidadoso que poderão confirmar a presença da enfermidade ou afastar outras condições que podem causar os mesmos sintomas. É freqüente observarmos pacientes que apresentam queixas relacionadas com o intestino distal e com o ânus admitirem, erroneamente, que seus sintomas são devidos às hemorróidas.
O exame proctológico deverá incluir uma inspeção detalhada e cuidadosa da região anal e perianal quando poderão ser diagnosticadas, com relativa facilidade, as hemorróidas externas, internas prolapsadas (às vezes, com mucosa ulcerada e recoberta por tecido escamoso metaplásico), e a trombose hemorroidária com ou sem flebite, as fístulas, assim como afastar, ou mesmo suspeitar das entidades que relacionamos como necessárias a serem consideradas no diagnóstico diferencial.
Diagnóstico diferencial da doença hemorroidária:

• Neoplasia retal (adenocarcinoma o mais freqüente)
• Neoplasia de canal anal (principalmente o carcinoma epidermóide e o melanoma)
• Condiloma acuminado perianal
• Pólipo retal (pode sangrar e/ou prolapsar)
• Papila anal hipertrófica (sangramento, prolapso, desconforto anal)
• Prolapso retal (desconforto local, prurido, sangramento e o prolapso)
• Fístula anorretal (desconforto local, secreção e prurido)
• Fissura anal aguda ou crônica (dor e sangramento)

O exame digital vem a seguir e, nos casos de lesões dolorosas, o mesmo deverá ser evitado (por exemplo, na vigência de fissura anal ou de trombose hemorroidária aguda com flebite).
O exame digital é importante, pois fornece informações a respeito do tônus esfincteriano de repouso e de contração, além de afastar a possibilidade de qualquer lesão tumoral ou de estenoses. É importante ressaltar que hemorróidas internas assintomáticas não são diagnosticadas pelo toque retal, pois a mucosa anal tem a consistência aveludada.
Hemorróidas externas podem ser identificadas à inspeção. Hemorróidas internas são adequadamente visualizadas durante a anuscopia.
Todos os pacientes com idade acima de 40 anos, apresentando-se com sangramento retal, devem ser submetidos a uma sigmoidoscopia flexível ou colonoscopia, para afastar a possibilidade da presença de tumores colorretais benignos ou malignos, de doença inflamatória intestinal e de doença diverticular.
A doença orificial (hemorróida, fissura anal, fístula anal, abscesso anorretal e condiloma anal) pode coexistir com lesões neoplásicas benignas e malignas em até 9,8% das vezes.
A decisão de se realizar a colonoscopia deve ser baseada na idade do paciente, presença de sintomas gastrintestinais e outros fatores de risco (história familiar como exemplo).
A colonoscopia em indivíduos com idade inferior a 40 anos e com sangramento retal pode ser justificada, uma vez que achados endoscópicos significativos podem estar presentes em até 21% dos pacientes18(B). Indivíduos portadores de doença hemorroidária, com idade acima de 60 anos, com queixas de sangramento retal, devem ser melhor investigados quanto à origem do sangramento; entretanto, a ausência de sangramento retal não pode ser considerada como um fator preditivo para a inexistência de câncer.
Comparando-se a retossigmoidoscopia flexível, associada ao enema opaco, com a colonoscopia, observou-se melhores resultados com este último método (os dois primeiros deixaram de detectar pólipo benigno maior ou igual a 1 cm e aqueles menores que 1 cm em 36% e 60,25%, respectivamente).
A prevalência de câncer colorretal em indivíduos com sintomas colônicos, porém sem evidência de sangramento retal, é baixa e pode ser comparável à prevalência na população assintomática.